Translate

domingo, 8 de janeiro de 2012

            Finalmente chegamos à Nazca, e fomos brindados por um dia claro de sol, mas a cidade também chove pouco, possivelmente se juntarmos uns 30 dias por ano, ela esta situada em uma área bem seca, Nazca conta com 30 mil habitantes, cidade de construções baixa e transito caótico, como é em todo o país.
Na temporada das férias é possível ver ônibus lotados de visitantes do mundo todo, em busca das famosas e místicas linhas. A população chega a dobrar...
Interior do aeroporto de Nazca.
           Por 100 dólares por pessoa é possível sobrevoar as linhas, em um passeio de aproximadamente de 30 a 40 min. onde se ver todos os desenhos, cada avião leva 4 passageiro, conosco voou mais um brasileiro ( que diga se de passagem está em todos os lugares), e uma argentina. Mas confesso que valeu cada centavo, eu que só imaginava as linhas através de fotos e documentários, durante os primeiros minutos fiquei meio que fora de mim... mas quando vi, o desenho do astronauta... recobrei o tempo e espaço, e que eu própria, estava vendo, com meus próprios olhos, foi mágico! Aliás o Perú, é um país de muita magia, para quem vem a procura de suas histórias e culturas de povos antigos, este sem dúvida foi um passeio memorável em nossas vidas.
Nosso avião, e os outros tripulantes...
O estacionamento...
         Possivelmente Nazca é a segunda maior atração turística do Perú, As linhas de Nazca, estão situadas nos arredores da rodovia Panamericana. Nazca é o conjunto de desenhos e formas geométricas que foram criadas a partir da remoção de pedras escuras que cobriam o deserto, com sua retirada foi exposta uma cor do solo mais clara, que formaram as linhas.
Esta  é a baleia.
             As linhas trouxeram fama ao lugar, por justamente suscitar o enigma que até os dias de hoje não tem resposta. Quem desenhou as linhas de Nazca? E por quê? Como povos tão antigos fizeram as medições tão precisas? A teoria mais aceita no mundo atual, é a de Maria Reiche, alemã que estudou as linhas por décadas, faleceu em 1998, mas deixou um estudo sobre o lugar, que são aceitas e respeitadas hoje na comunidade científica, de que os desenhos foram  de autoria dos povos Paracas, de 900 a C. a 200 a C., e Nazcas de 100 a C. a 1000 d C., onde os desenhos representavam um calendário pré incaico onde se é possível identificar importantes datas do calendário solar, solstícios, equinócios e até lençóis  e nascentes de água, subterrâneas.


O colibri.
            Para quem não quiser desembolsar a bagatela de 100 dólares por pessoas, Maria Reiche criou 2 torres, que o sujeito pagará apenas 2 soles, e pode avistar as linhas, mas não consegue decifrar o desenho e a dimensão dos mesmos. Fica um passeio, econômico...mas a visão não chega a 10% do sobrevoou. Em uma destas fotos aparecem as torres, bem a margem da rodovia Panamericana.
            Nazca também tem outras atrações, que são o Cemitério Chauchilla, (100 a C. a 1000 d C.); uma das mais antigas civilizações do continente americano a dominar técnicas avançadas de mumificação. E conta também com os Aquedutos de Cantalloc, construído entre 300 a C. e 700 d C, os arquedutos testemunharam o grau de desenvolvimento das antigas civilizações que habitavam a região, que ainda nos tempos de hoje funcionam, responsável pela irrigação da cidade, levando água de lagunas das montanhas para os campos da redondeza de Nazca, não é um barato? Isto eu aposto que você não aprendeu na escola! 
As torres, e no meio a rodovia Panamericana, desenho da árvore.
O desenho do Astronauta, este desenho fica em uma montanha, difere dos outros que são feitos no solo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário